As Horas – Janaína Modesto

As Horas

Gênero: Drama

Direção: Stephen Daldry

Roteiro: David Hare

Elenco: Allison Janney, Carmen De Lavallade, Charley Ramm, Christian Coulson, Claire Danes, Colin Stinton, Daniel Brocklebank, Ed Harris, Eileen Atkins, George Loftus, Jack Rovello, Jeff Daniels, John C. Reilly, Julianne Moore, Linda Bassett, Lyndsey Marshal, Margo Martindale, Meryl Streep, Michael Culkin, Miranda Richardson, Nicole Kidman, Sophie Wyburd, Stephen Dillane, Toni Collette

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Gênero, número e grau.

Um mundo feminino em três dimensões.  As horas, filme de Stephen Daldry, traz à tona um universo sentimental de mulheres, de épocas diferentes, que vivem dramas parecidos.

A linha condutora da trama é o romance de Virgínia Woolf (interpretada por Nicole Kidman) “Mrs. Dalloway”.  Como plano de fundo a história dos momentos finais da própria escritora, afastada da vida londrina e confinada em um subúrbio por causa de crises nervosas .

Concomitante, duas outras mulheres enfrentam crises existenciais no mesmo porte de Virgínia, como se de alguma forma, o livro (obra-prima da literata) e as vidas das três personagens se tornassem um único trilho.

“As horas” suscita questionamentos profundos acerca do preconceito e do machismo. A repressão sexual de mulheres, não reconhecidas em seu papel social, consumidas por desejos proibidos  por uma civilização patriarcal e castradora. Deslocamentos femininos que as impelem à depressão e até ao suicídio.

O filme coloca em cheque as crenças do telespectador, até as mais íntimas. Como aceitar, por exemplo, que uma dona-de-casa americana, mãe de um lindo menino e esposa de um herói de Guerra, em meados do séc. XX, possa não estar feliz com tamanha perfeição do “american way of life”?

 Em uma cultura onde a felicidade é quase uma ditadura de comportamento, questionar o que dá sentido a vida pode levar o sonhador a uma viagem sem volta. O papel da personagem de Julianne Moore, Laura, é uma síntese de que uma escolha leva a uma perda e aplicação disso se dá nas esferas mais variadas da vida. Arcar com as atitudes tomadas é quase uma equação física da lei de Newton sobre as forças equivalentes (em uma simples menção, leitor, porque de física, de fato, entendo pouquíssimo).

Woolf escolhe o caminho sem volta, e isso não é ser spoiller do filme, que fique claro. O suicídio da escritora inglesa é fato histórico na literatura.  Em meio à genialidade de Virgínia, a ansiedade de não entender o próprio desejo constitui-se uma barreira para a elaboração de arranjos de sobrevivência.  O que a leva ao ato final, drástico e incontornável é uma falha de narcisismo investido em expectativas e não em situações reais. Apesar de dura, a realidade pode salvar, na medida em que delineia limites e as apropriações devidas.

A terceira mulher da história vive, no séc. XXI, Clarice interpretada por Meryl Streep. Mora com sua companheira e a filha e como as outras duas vislumbra também a crise do seu próprio desejo. Dividida entre o amor da mulher com quem convive e o de um escritor homossexual, solitário e pernóstico.

A obra de Daldry trata com sutileza e poesia os desencontros dessas três mulheres. Mulheres que poderiam estar a nossa volta, sem que sequer nos dessemos conta da sua existência. Que podem, inclusive viver dentro de nós, sem causar um incômodo, que seja. Cada uma imersa em questões tão humanas, que  ao assistir o filme nos assustamos por serem tão distantes e tão próximas do nosso cotidiano.

Ao terminar de ver “As horas” fica em nós a sensação de uma felicidade interrompida. Mas qual felicidade é eterna?

O exercício do expectador é imaginar que a própria imposição da felicidade traz a depressão, assim como a negação do processo de construção das escolhas. A homossexualidade, um dos pontos incidentes, entre as personagens, é constructo dessas personalidades. Assim, escolhas são apenas opções, ou será que estão ligadas a fatores primários, inconscientes e que não deixam espaço para julgamentos?

Pois é, atire a primeira pedra, quem nunca tiver cometido um ato incompreensível na visão dos outros? Quem nunca sentiu vontade de subverter a lógica imposta pela sociedade?

E no decorrer das horas, o que fazemos de fato com a imagem de nós mesmos? Assumimos as nossas escolhas e faltas ou, simplesmente, nos deixamos levar por um riacho com pedras no bolso para afundar mais rápido.

Em resumo, cada um escolhe seu caminho, mas precisa percorrê-lo, para que ele, ao menos, exista.

Dica: Assista e assista, de novo. E em cada nova visão do filme, mais e mais conteúdos latentes se manifestarão.

Até a próxima.


Janaína____________________________

A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio.

Silhueta Oval – O que usar?

Para os leigos a silhueta oval aparenta ser a mais difícil de alinhar peças que definam seu corpo e montem um look interessante. Mas sou obrigado a ressaltar que isto é um engano! Todos tem sua beleza e formas de ressaltar o que há de melhor em si. Este biotipo se caracteriza por formas mais redondas, a barriga proeminente e há volume na região dos quadris, cintura e busto.

A grande sacada para quem possui este biotipo é criar looks que não acrescentem volume à silhueta, ressaltar pernas, ombros e rosto. Outra dica é importante e válida neste caso é escolher roupas que criem uma linha vertical no centro do corpo, eu explico: O blazer e tricot usados abertos podem dar esta impressão. Opte também por camisas e tricots mais longos, que ultrapassem a linha da cintura. Outra opção muito bacana são os decotes em U e em V, aposte sem medo. Roupas que possuam uma cartela de cores mais fechadas e neutras. Caso goste de cores mais claras, dê preferência as peças que não possuam muitos detalhes. Aposte em acessórios como brincos, colares, tiaras, lenços etc.

Esqueça a calça skinny, esta por sua modelagem justa e afunilada na região das pernas pode se tornar uma cilada na hora de compor o look. As listras horizontais também são difíceis neste caso por achatar e alargar a silhueta visualmente. Blusas e camisas por dentro da calça também devem ser abandonadas neste caso.

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Entre as famosas que possuem este biotipo e diga-se de passagem arrasam por aí podemos citar a atriz comediante Fabiana Karla, Queen Latifah e a apresentadora de talk show Oprah Winfrey.

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Espero que tenham gostado da nossa série de Biotipos Femininos! Na próxima semana será a vez dos rapazes conhecerem um pouco mais sobre os tipos de corpos e as dicas de moda do Hot Ticket’s Fashion! Lembrando que todas as pessoas possuem sua beleza e qualquer ditadura é muito chata! Portanto se joga nas dicas e sinta-se bem, isso que importa!

Beijos e até o próximo post!

Madonna – Secret Project Evolution

Foto: allabaoutmadonna.com

Foto: allabaoutmadonna.com

Enquanto os fãs brigam entre si nas redes sociais por Katy Perry, Lady Gaga, Miley Cirus e afins, a rainha do pop Madonna lança o terceiro trailer do seu Secret Project. A atmosfera é de violência e muito mistério! E devemos ressaltar que a diva pop está linda neste projeto feito entre ela e o fotógrafo renomado Steve Klein. O mais interessante é observar e chegar a conclusão que Madonna não é rebelde e sim contestadora seja nos seus vídeos, clipes ou albuns! O universo de erotismo burlesco está presente também neste material, todo filmado em preto e branco! Vem coisa boa por aí! Estamos aguardando ansiosamente! Vejam o terceiro trailer:

Tecnoland!

A espera é grande! Dia 14 de setembro vai rolar a Tecnoland, festa de música eletrônica super aguardada pela galera que curte boa música e uma vibe bacana! O line é de primeira qualidade e reúne vários djs da cena eletrônica! Entre eles a dupla Trinity Project que tem arrasado nas pick ups em suas apresentações em eventos deste estilo. O famoso Tavinho Miller, muito conhecido aqui na região por sua experiência e ótimos sets. E Michel Braga que vem crescendo cada vez mais no cenário eletrônico do Sul de Minas com seus sets de House Music muito bons. Eu não perco por nada!

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E aí vai peder o melhor da música eletrônica, pertinho de você? Não né?

Nos vemos lá!

As Super models na capa da Interview!

A Revista Interview do mês de setembro traz em suas capas um time de super modelos. São elas: Kate Moss, Amber Valletta, Stephanie Seymour, Linda Evangelista, Daria Werbowy, Christy Turlington e Naomi Campbell. O casting estrelado foi fotografado pela dupla Mert & Marcus. As capas são lindas demais! E o styling foi feito por Karl Templer e Ludivine Poiblanc. Vejam as capas:

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Qual a sua preferida?

Festival de Veneza e American Film Festival 2013

Depois da grande decepção (minha) quanto ao red carpet do VMA 2013, dois festivais de filmes em diferentes lugares com vários looks inspiradores e cheios de elegância. O glamour está de volta! Ícones do cinema desfilaram pelos tapetes vermelhos do Festival de Filmes de Veneza e também pelo American Filmes Festival. E nós do Hot Ticket’s Fashion selecionamos vários looks para você conferir. Vem!

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Quando falamos que uma pessoa vestiu um longo de renda nude, automaticamente associamos a um vestido um pouco sem graça, mas Eva Riccobono fugiu deste clichê desfilando pelo red carpet de Armani Privé. O longo em questão muito romântico e com camadas de rendas sobrepostas. Um visual leve, romântico e muito feminino. Já a atriz Cate Blanchet, uma das minhas preferidas em eventos deste porte, optou por um longo nada convencional, estampado e de modelagem ampla da Dior Couture. Chiara Ferragni, ícone forte entre as it girls de todo o mundo surgiu vestindo um longo Alberta Ferreti, muito bonito por sinal, com bordados e transparências na região do torax e saia em camadas de tecido fluido.

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As atrizes Michelle Dokering e Freida Pinto vestiram looks da grife italiana Miu Miu.E Carey Mulligan fez a mesma escolha, desfilou pelo festival vestindo a grife de Miuccia Prada. Uma outra celebridade que estave presente foi a atriz Dakota Fanning. É interessante observa a Dakota que hoje é uma mulher, mas mantem a essência menininha de sempre. Ela vestiu um longo bordado da grife Elie Saab.

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A cantora, atriz e modelo Lou Doillon optou por um vestido curto, preto e com detalhe de transparência na região do colo, resultando num decote sensual mas sem ser vulgar. E de novo Cate Blanchet, desta vez apostando em um nude de renda também da Armani Privé e Marina Abramovic surgiu com um visual um tanto quanto masculino. Se eu gostei? Ah gostei sim! Sem neuras! (risos)

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Há muito tempo não via Sandra Bullock tão bonita e bem vestida! Ela estava impecável no vestido vermelho J. Mendel, sandália e carteira preta. Com maquiagem bem leve, Sandra ficou entre as mais bonitas da noite na minha opinião! Francesca Cavallin apareceu num look branco da Barbara Casasola, sem muitos detalhes, básica, porém correta na escolha para o evento. E Natalia Borges fechando nossa lista com um look de Fausto Puglisi com saia estampada e evasê e um colar maravilhoso Shourouk!

E aí gostaram? Qual a sua preferida?

Waking Life – Janaína Modesto

Filosofia Animada
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WAKING LIFE (Waking Life)

EUA, 2001 – 99 min

Animação

Diretor: Richard Linklater

Roteiro: Richard Linklater

Elenco: Vozes na versão original: Wiley Wiggins, Kim Krizan, Ethan Hawke, Julie Delpy, Charles Gunning, Lisa Moore, Louis Mackey, Steven Prince, Caveh Zahedi, Adam Goldberg, Nicky Katt, David Martinez, Steven Soderbergh, Louis Black, Richard Linklater

Waking Life é uma obra visualmente deslumbrante e original, que oferece até alguns tratados intrigantes filosóficos sobre os princípios fundamentais da vida, enquanto sendo uma fonte constante de humor e espanto. Toma sua consciência, através de uma série de conversas e monólogos, através de diferentes filosofias. Mais ainda ao tomar as filmagens e colocá-las através de uma técnica de animação e o que se obtém é, ironicamente, considerando-se o título, uma excursão pelo sonho através da física, metafísica e delírios lunáticos em uma escala heróica. Surpreendentes em sua originalidade, deslumbrante, na sua erudição, ele enfrenta sem medo questões do livre-arbítrio, a identidade e a natureza da própria realidade sem nunca perder o seu sonho dentro de um sonho de qualidade. E isso é bom, porque seu tema central é se a vida “acordada” é de alguma maneira significativamente diferente do sonho, ou melhor, um sonho lúcido. Também não escorrega para os pântanos de pedantismo pretensioso. Linklater é sério, mas não insuportável. Humorado entrega a mensagem tão facilmente como uma proposição lógica.

A animação de Waking Life não segue a tradição das características da Disney. Utilizando da técnica de rotoscopia interpolada Linklater filmou todo o filme em live action, em seguida, transferiu digitalmente as imagens para computadores, onde o animador Bob Sabiston, supervisionou o processo de pós-produção em que 31 artistas, animaram de forma individual, geralmente dando duas caracteres para permitir uma variedade de estilos e interpretações. O resultado final é incoerente e sonhador, com imagens que são por vezes finamente detalhados e, por vezes, quase cru. Os fundos com freqüência vacilam, fazendo parecer que toda a ação ocorre a bordo de um navio balançando suavemente. Isso tudo é intencional, uma vez que a cada momento de Waking Life é para transpirar como se estivéssemos dentro de um sonho.

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Sem possuir um roteiro convencional, e mais provavelmente trabalhando apenas com notas e idéias, Linklater utiliza cerca de trinta personagens para explorar a questão: “Será que somos sonambulos quando estamos acordados ou estamos acordados quando estamos sonhando?”. Para encontrar as respostas ele utiliza o protagonista anônimo e silencioso interpretado por Wiley Wiggins, estrela de “Jovens, Loucos e Rebeldes“, um jovem que voltou à cidade onde anos atrás, uma menina brincando daqueles jogos de dobradura de papel (não sei o nome daquilo, mas é daquelas brincadeiras onde se diz um número e a pessoa move o papel com os dedos até chegar num ponto onde ao desdobrar o papel à uma resposta) desdobrou para mostrar-lhe as palavras “sonho é destino”. E a partir disso ele parece estar em um sonho, e queixa-se que, embora ele saiba que é um sonho, ele não pode/consegue despertar. Ele vagueia por pessoas e lugares. Encontrando diversas teorias, crenças e sanidades através de uma grande variedade de pessoas, incluindo Robert C. Solomon, filósofo da Universidade do Texas, Speed Levitch, um tagarela contador de histórias, o diretor Steven Soderbergh e os atores Ethan Hawke e Julie Delpy, que oferecem debates e diálogos em ambos os elementos abstratos e concretos da existência composta de uma série de discussões filosóficas que vão desde como a linguagem evoluiu para o papel da mídia na vida moderna, o livre arbítrio e a mecânica quântica para o sentido de identidade.

Linklater encontra inúmeras maneiras de filosofar sobre a existência e realidade. Não há o interesse sexual, não há violência, não há história: apenas conversas. Este é um filme com as pessoas falando sobre o significado da vida. E isto não é supostamente irônico, ou cômico. Você não rirá deles. Você não rirá com eles, também. Está presa na seriedade, estranha insidiosa do que está se desenrolando. Como forma de enriquecimento teórico, muitos pensadores e personalidades foram pesquisados como forma de referências, alguns dos nomes citados pelos personagens são: o cineasta Jean-Luc Godard, o cineasta Robert Bresson, o cineasta Louis Malle, crítico de cinema André Bazin, o escrito Philip K . Dick, o poeta Garcia Lorca, o escritor Thomas Mann, romancista DH Lawrence, o filósofo Friedrich Nietzsche, filósofo Soren Kierkegaard, droga guru Timothy Leary, escritor e existencialista Jean-Paul Sartre.

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Um filósofo diz a Wiley como o pós-modernismo, com seu ponto de vista da identidade construída por determinantes sócio-ideológicos, não cumpriu a humanidade e que o existencialismo, tão longe de ser uma afetação datada, é preferível a visão do mundo. Outro pensador, um biólogo molecular, postula uma teoria neo-darwinista da evolução de dois sistemas – um digital, da tecnologia da informação, o outro analógico, da biologia e da clonagem – o que levará à ênfase da guerra, ódio e sofrimento. Um prisioneiro furioso ruge sua sede de vingança de trás das grades. Um ativista dissidente de uma forma Ballardiana fala sobre o amor orgástico do homem no caos: antes de se banhar com gasolina e acender um fósforo ateando fogo no próprio corpo. Um dos discursos escritos sobre o cinema do crítico André Bazin sobre o momento “sagrado” do cinema, quando a câmera olha sobre a realidade: a realidade, inalterável inefável, como um próprio Deus.

Este é um filme deslumbrante e avassalador, uma verdadeira obra de arte única. É uma aberração intelectual que será lembrada por sua aproximação ao espírito filosófico da vida, é um filme que me deu muito prazer e alegria em assistir. É um fluxo livre de idéias baseados em um roteiro improvisado. Ele reflete a curiosidade do diretor que não tem medo de aprender e desbravar novos caminhos. O filme não está preocupado com o enredo ou sobre a tentativa de trazer respostas concretas, mas trazer idéias é a própria mensagem. Por si só, este filme está mais próximo da realidade do que a maioria dos filmes. Se há alguma crítica a Waking Life é que Linklater tem limitado o seu potencial, limitando o recurso a uma série de conversas. Isso também significa que às vezes você se encontra assim envolto pela imagem inebriante que é difícil de concentrar-se na lábia dos personagens. No entanto, parece grosseiro reclamar que havia muita coisa para absorver, quando o caso é geralmente o oposto. Waking Life, certamente não é para todos, mas, em grande parte devido à sua abordagem fresca e seus discursos infinitamente fascinantes, ele acaba ficando com você por muito tempo após as agitadas imagens animadas terem sumidas da tela. A resposta, suponho eu, é vê-lo novamente, e então, é que você vai perguntar Será que somos sonâmbulos quando estamos acordados ou estamos acordados quando estamos sonhando?

Dica: Não se preocupe, se tiver vontade de ler filosofia qdo o filme terminar.

Boa semana, até a próxima.